• Faça as pazes com o sol!

    Todo mundo adora um dia de sol! Seja para ir à praia, piscina, secar as roupas no varal ou apenas admirar o céu azul limpinho. Mas essa potente estrela que faz tudo ficar com mais vida também pode ser muito prejudicial a saúde da sua pele. Fique atenta!

    As vilanias do sol

    Quando a pele e jovem e saudável é comum que muitas pessoas achem o bronzeado e o “vermelhinho” das queimaduras de praia até charmosas. Mas esse sol que se toma na infância e juventude provoca danos na pele que, muitas vezes, só serão vistas anos mais tarde.

    É importante reforçar que o excesso de exposição ao sol pode prejudicar a sua pele de muitas maneiras. A curto prazo, as consequências podem ir de queimaduras, manchas claras ou escuras até a diminuição do sistema imunológico da pele, o que pode propiciar infecções como o herpes simples. Mas algumas vezes, como no caso de pacientes com psoríase, tomar banhos de sol pode ajudar.

    Entretanto, a longo prazo os efeitos da exposição indevida ao sol podem ser bem mais graves, dando origem ao câncer de pele e o fotoenvelhecimento, que inclui manchas, rugas, comedões(cravos), alteração de textura e cor da pele, além de fragilidade dos pequenos vasos sanguíneos da pele.

    Não dispense o filtro solar

    A melhor forma de proteção para sua pele ainda é o uso frequente do filtro solar.

    E como fazer a melhor escolha? Todos os filtros vem com um número de FPS (Fator de Proteção solar), que é usado para classificar a proteção contra os raios UVB.

    Testes em laboratórios são realizados para mensurar em quanto tempo a pele fica vermelha após a radiação solar, com e sem o uso do filtro. Nesses experimentos, o uso de um FPS 30 seria o suficiente, pois confere aproximadamente 90% de proteção solar e as classificações acima trazem um acréscimo de proteção muito baixo.

    Entretanto, estudos recentes mostram que a quantidade de filtro solar que o consumidor aplica é muito inferior aquela usada em testes de laboratórios, fazendo com que um filtro 30, na vida real, seja o equivalente a um FPS 8. Logo, é preciso usá-lo com frequência. Não dá pra descuidar!

    Filtros e os diferentes tipos de pele

    Para o dia-a-dia os mais indicados são os que tem proteção UVA, UVB, Luz visível (que impede que a radiação e luz cheguem na pele) e os antioxidantes (que impede o envelhecimento da célula, mesmo quando a radiação atinge a pele).

    Mas se a pele for oleosa, prefira os que contém agentes antiseborréicos, como os “oil control”. Se ao contrário, for seca, escolha os com textura mais hidratantes. E se, por acaso, tiver manchas na pele, não se preocupe! Muitos filtros são comercializados em cores de base. Ou o contrário, base com filtro solar. Os pigmentos que dão a coloração ao produto também ajudam a proteger a pele, além de camuflar manchas indesejadas.

    A pele escura tem mais melanina, o que aumenta a proteção contra o sol, mas não 100%. As pessoas mais claras precisam de filtros com o FPS mais alto, mas não significa que quem tem pele escura não precisa de filtro. A escolha do fator de proteção vai depender também do seu estilo de vida. Se tem a pele branca e trabalha em um local fechado o dia todo, talvez não precise de tanto filtro solar quanto uma mais morena que trabalha exposto ao sol, por exemplo.

    Proteção até em ambientes fechados

    O uso do filtro solar não deve ser descartada nem mesmo em ambientes fechados.

    Apesar de a radiação ultravioleta, a que causa envelhecimento precoce e pode gerar o câncer de pele, não ser presente em um ambiente completamente fechado, é quase impossível que alguém fique 100% do tempo trancado em algum lugar. Há sempre uma janela onde a luz do sol reflete, ou a exposição durante o trajeto casa-trabalho ou mesmo aquela saidinha “rápida” na hora do almoço. Nestes casos, é claro, pode-se optar por um filtro com FPS mais baixo. Mas ainda é importante usá-lo.

    Agora, mesmo em um ambiente fechado, há o que chamamos de luz visível, como a da tela de computador. Esta não causa envelhecimento, nem câncer de pele, mas pode provocar escurecimento do melasma (aquela mancha escura mais comum no rosto de mulheres, e que piora durante a gravidez). Então, se este é o seu caso, deve usar o filtro e reaplicá-lo com frequência.

    Dias nublados merecem atenção

    Quando o assunto é cuidar da pele, até os dias nublados merecem atenção! As nuvens no céu diminuem um pouco a quantidade de Raios UV que atingem nossa pele, mas não os bloqueia. É só refletir um pouco: Quem nunca se queimou em um dia nublado de praia?

    É que a incidência da radiação não está diretamente ligada aos dias de sol. Um dia muito ensolarado pode ter uma radiação mais baixa que um dia nublado, acredite! Um exemplo: segunda-feira faz sol e a incidência é de 8 pontos, mas na terça o dia está nublado e mesmo assim a incidência de radiação alcança 10 pontos. Se o céu estivesse sem nuvens, provavelmente chegaria a 14 pontos, mas mesmo em um dia nublado o índice de radiação foi mais alto que um dia de sol.

    Por isso é tão importante reforçar o uso do filtro solar, todos os dias. E o ideal é que ele seja reaplicado de duas em duas horas. Ou com intervalos maiores de acordo com o grau de exposição.

    Com essas informações você já consegue escolher o filtro solar mais adequado e proteger a sua pele também no seu dia-a-dia. Se quiser ir além, existem alguns antioxidantes de uso oral, que ajudam a proteger a pele dos males do sol.

    Visite o seu dermatologista e peça o mais indicado pra você!

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